Uma história sobre caminhos, escolhas e aquilo que realmente importa.

Rádio → Televisão → Área comercial → Gráfica e editora → Universo digital.
Estratégia para crescer. Mais tempo para viver.
Quando eu era criança, não conseguia imaginar uma única profissão para o meu futuro. Queria ser engenheira agrônoma, geneticista, professora de matemática. Também sonhava com música, dança e os palcos que via na televisão. Era apaixonada por aprender e tinha uma curiosidade que parecia crescer a cada descoberta.
Naquela época, não sabia que acabaria trabalhando com comunicação, vendas, design, tecnologia e empreendedorismo. Muito menos que todas essas experiências, aparentemente tão diferentes, um dia se encontrariam na criação de uma empresa.
Minha infância também foi feita de lembranças simples. Uma das mais vivas é a de um pacote de bolachas Traquinas de chocolate e um copo de iogurte. Eu gostava de mergulhar as bolachas no iogurte antes de comer. Éramos quatro irmãos, e o pacote precisava ser dividido entre todos.
Hoje, essa lembrança me faz sorrir. Não por representar uma grande conquista, mas porque algumas das coisas que permanecem conosco são justamente aquelas que, no momento em que aconteceram, pareciam pequenas.
Talvez minha relação com o valor das coisas tenha começado ali. Muito antes de compreender preços, negócios ou investimentos, eu já descobria que uma experiência podia ser preciosa pelo que significava.
Eu ainda não conhecia os caminhos que percorreria. Mas aquela menina curiosa já carregava algo que me acompanha até hoje: a vontade de entender o mundo e descobrir o que poderia fazer nele.
Comecei a trabalhar aos quinze anos, em uma emissora de rádio.
Era um universo fascinante. Havia vozes, músicas, comerciais, anunciantes e uma movimentação constante de pessoas e ideias. Aprendi cedo que uma mensagem bem construída podia atravessar distâncias e alcançar alguém que nunca havíamos conhecido.
Por volta dos dezessete anos, passei a trabalhar com publicidade, merchandising e jingles. Era o tempo dos CDs, dos MDs e de uma comunicação que ainda dependia de muitos recursos físicos. Depois vieram novas tecnologias, novos formatos e novas maneiras de aproximar empresas e consumidores.
O rádio foi minha primeira grande escola profissional. A televisão e a área comercial ampliaram meu olhar. Com o tempo, encontrei no design gráfico outra forma de comunicar: não apenas pela voz ou pelas palavras, mas pelas imagens, pelas cores e pela maneira como uma informação era apresentada.
Estudei design gráfico, web design, consultoria digital e vendas. Aprendi a trabalhar com ferramentas como CorelDRAW e Photoshop, em uma época em que desenvolver materiais exigia processos muito diferentes dos atuais.
Uma experiência, em particular, permanece comigo.
Eu havia começado a trabalhar em uma gráfica em Santo André. Era jovem, recém-casada, pagava aluguel e precisava muito daquele emprego. Entre os clientes havia um padre que encomendava materiais impressos para sua comunidade religiosa.
Ele era extremamente exigente. Cada detalhe precisava estar correto, e eu ainda estava construindo minha experiência profissional. Em alguns dias, sabendo que ele chegaria para avaliar o trabalho, eu entrava no banheiro e chorava de medo de errar.
Mas voltava para minha mesa. Ouvia as orientações, corrigia o necessário e procurava melhorar.
Com o passar do tempo, aquele cliente tão exigente se tornou alguém com quem construí uma amizade.
Não foi uma transformação repentina. Foi uma relação desenvolvida entre revisões, conversas e aprendizado.
Hoje, percebo que aquela experiência me ensinou algo essencial: por trás de uma solicitação existe uma pessoa com expectativas, necessidades e uma maneira própria de enxergar aquilo que está construindo.
Essa compreensão atravessou minha carreira. A tecnologia evoluiu, os formatos mudaram, mas continuo acreditando que um bom trabalho começa quando aprendemos a ouvir.
Durante minha trajetória, não conheci as empresas apenas pela perspectiva de quem desenvolvia materiais ou vendia serviços.
Também me tornei empresária.
Atuei nos setores alimentício, gráfico e editorial. E descobri que administrar um negócio exige muito mais do que conhecer o produto ou acreditar em uma boa ideia.
Há fornecedores, pagamentos, funcionários, clientes, imprevistos e decisões que precisam ser tomadas mesmo quando estamos cansados. Existem dias em que tudo parece acontecer ao mesmo tempo, e outros em que o silêncio do movimento traz preocupações ainda maiores.
No setor alimentício, vivi períodos em que começava a trabalhar por volta das cinco da manhã. Cuidava de questões administrativas, acompanhava atividades e, muitas vezes, retornava para o encerramento do expediente.
As responsabilidades não terminavam quando eu chegava em casa. Havia documentos, contas, planejamento e tarefas que ocupavam noites e finais de semana.
A empresa também precisava ser divulgada.
Eu conhecia comunicação, sabia da importância de apresentar bem um negócio e procurei profissionais que pudessem ajudar. Mas os investimentos nem sempre cabiam no orçamento.
Então fiz aquilo que tantos pequenos empresários fazem: assumi mais uma função.
E depois outra.
Até perceber que, mesmo trabalhando muito, havia sempre alguma coisa esperando para ser resolvida.
Foi uma experiência importante porque me mostrou que conhecimento técnico, dedicação e disposição não eliminam as dificuldades de empreender.
Uma pessoa pode ser excelente naquilo que vende e ainda precisar de ajuda para organizar processos, comunicar seu valor ou planejar o crescimento.
Muitas vezes, o problema não é falta de capacidade. É o excesso de responsabilidades concentradas em uma única pessoa.
Conheci essa realidade antes de começar a ajudar outros empresários a enfrentá-la.
Por isso, quando alguém me conta que trabalha o dia inteiro e ainda sente que sua empresa não está avançando como gostaria, compreendo que existe uma história por trás daquela preocupação.
Não vejo apenas um possível projeto.
Vejo alguém tentando construir algo importante, frequentemente com recursos limitados e muitas responsabilidades.
Minha vida não foi uma sequência de decisões perfeitas.
Houve mudanças de direção, momentos difíceis e períodos em que precisei reconstruir caminhos que imaginava já estarem definidos.
Algumas experiências me ensinaram sobre negócios. Outras me fizeram olhar para minhas próprias escolhas e compreender que nem sempre conseguimos seguir adiante utilizando as mesmas respostas de antes.
Aprendi a importância de reconhecer limites, buscar apoio e permitir que o conhecimento também venha das experiências pessoais.
Em fevereiro de 2024, vivi um desses períodos de reconstrução. Minha mãe esteve ao meu lado, e sou profundamente grata pela ajuda que recebi.
Naquele momento, retomei um processo de cuidado e autoconhecimento que já havia sido importante em outras fases da minha vida.
Compreendi que amadurecer não significa nunca errar. Significa desenvolver a capacidade de reconhecer quando algo precisa mudar.
Essa percepção influenciou minha maneira de trabalhar.
Uma empresa também pode chegar a um momento em que insistir nas mesmas decisões deixa de fazer sentido. Às vezes, é necessário rever processos, reconsiderar investimentos ou admitir que determinado caminho já não atende às necessidades do negócio.
Não comparo a complexidade da vida pessoal à administração de uma empresa. Mas acredito que ambas exigem, em momentos diferentes, disposição para aprender e coragem para fazer escolhas mais conscientes.
Também aprendi que ninguém precisa conhecer todos os detalhes da nossa história para respeitar o caminho que percorremos.
Alguns capítulos permanecem reservados.
Outros se transformam em ensinamentos que podemos compartilhar.
E há aqueles que, mesmo difíceis, nos ajudam a reconhecer com mais clareza o tipo de vida que desejamos construir.
Durante muitos anos, associei realização à capacidade de trabalhar, aprender, conquistar e continuar avançando.
Até que Gabriele chegou.
Minha filha nasceu em 2019 e transformou profundamente minha maneira de compreender a vida.
Lembro-me do dia em que a conheci. Da emoção de recebê-la nos braços, de observá-la tão pequena e de perceber que, a partir daquele instante, existia alguém que mudaria minhas prioridades de uma maneira que eu ainda não conseguia imaginar.
A maternidade me apresentou alegrias que não cabem em uma descrição profissional.
A primeira vez em que a segurei. Os pequenos gestos. As descobertas. As conversas que surgem inesperadamente. A vontade de acompanhar cada fase de seu crescimento.
Até minhas lembranças mais simples ganharam outro significado.
Quando criança, eu dividia bolachas com meus irmãos. Antes de ser mãe, brincava que teria de aprender a compartilhar até meus alimentos favoritos. Hoje, oferecer um Danoninho ou um Yakult à minha filha pode ser uma pequena alegria do dia.
Não é sobre o alimento.
É sobre descobrir felicidade em cuidar.
Com Gabriele, comecei a perceber que não queria apenas garantir um futuro melhor para minha família. Queria participar desse futuro enquanto ele acontecia.
Queria acompanhar sua infância, sua vida escolar, suas descobertas e os momentos que não se repetem.
Foi então que uma pergunta passou a ocupar um lugar importante nas minhas decisões: de que adianta construir tantas coisas se não encontramos tempo para vivê-las?
Sempre gostei de trabalhar e aprender. Continuo gostando. Também amo andar a cavalo, passear de bicicleta, estar com minha família, cultivar minha espiritualidade e descobrir coisas novas.
Não queria abandonar minhas ambições profissionais.
Queria que elas coexistissem com a vida que considero valiosa.
O filme O Preço do Amanhã, em que o tempo assume o papel de moeda, também me trouxe reflexões sobre esse assunto.
Podemos perder dinheiro e, em muitas circunstâncias, voltar a conquistá-lo. Podemos mudar de trabalho, aprender outra profissão ou reconstruir um projeto.
Mas não podemos recuperar uma tarde que já passou.
O tempo possui uma característica que o torna diferente de qualquer outro recurso: uma vez vivido, não retorna.
Foi assim que uma convicção começou a ganhar forma.
Crescer não deveria significar perder a própria vida para o trabalho.
Essa ideia não nasceu de uma campanha publicitária. Nasceu da experiência de uma mulher que conheceu o excesso de responsabilidades e, depois de se tornar mãe, passou a desejar uma relação diferente entre trabalho e vida.
Anos depois, ela se tornaria a essência do posicionamento da Betuel Brasil.
A trajetória da Betuel tem suas referências iniciais em 2018, quando os materiais gráficos ainda ocupavam um espaço expressivo na comunicação de pequenos negócios.
Cartões de visita, panfletos, talões de pedidos, agendas e materiais personalizados faziam parte de muitos projetos.
Mas as necessidades dos empresários estavam mudando.
A presença digital se tornava cada vez mais importante. Redes sociais, sites, lojas virtuais, ferramentas de gestão e novos canais de venda ampliavam as possibilidades de alcançar consumidores.
Minha experiência em comunicação, design, vendas e empreendedorismo encontrou nesse movimento uma oportunidade de evolução.
Eu compreendia o valor da apresentação de uma marca, mas também conhecia os desafios de quem precisava vender, organizar processos e tomar decisões com poucos recursos.
Aos poucos, minha atuação passou a reunir diferentes conhecimentos em torno de uma pergunta: como ajudar uma empresa a compreender melhor suas necessidades antes de investir em novas soluções?
Queria construir algo com identidade própria.
E o nome precisava ter significado.
Sempre dei importância aos detalhes. Gosto de compreender a origem das coisas, as histórias por trás das escolhas e os sentidos que atribuímos a elas.
Foi durante a leitura do livro de Gênesis que encontrei uma referência especial: Betuel, apresentado na narrativa bíblica como pai de Rebeca.
Meu próprio nome estava ligado àquela passagem.
A referência despertou uma conexão pessoal com minhas raízes, minha espiritualidade e os valores que desejava levar para o trabalho.
A escolha não pretendia estabelecer uma identidade religiosa para os clientes da empresa. Era uma maneira de reconhecer uma parte importante da minha própria história.
O nome Brasil completou essa identidade.
Queria uma marca ligada às minhas origens e aberta à diversidade de empresários que constroem seus negócios pelo país, além dos brasileiros que empreendem no exterior.
A Betuel Brasil passou a representar, para mim, a união entre experiência profissional e propósito.
Não queria que fosse apenas uma empresa que oferecesse serviços digitais.
Queria que ajudasse empresários a compreender onde estão, quais caminhos fazem sentido e como utilizar melhor os recursos de que dispõem.
Hoje, a Betuel Brasil reúne estratégia digital, organização, comunicação, design, tecnologia e acompanhamento empresarial.
Nosso trabalho é direcionado especialmente a pequenos empresários, microempreendedores individuais, autônomos e profissionais que precisam construir ou aprimorar sua presença no mercado.
São pessoas que conhecem seus produtos e serviços, mas nem sempre dispõem de tempo, equipe ou conhecimento técnico para cuidar de todas as frentes do negócio.
Gosto de ensinar desde a época da escola. Quando um colega tinha dificuldade em compreender uma matéria, eu procurava uma maneira mais simples de explicar.
Essa característica permanece no meu trabalho.
Acredito que a tecnologia precisa ser compreensível e útil. Um empresário não deveria se sentir obrigado a contratar algo que não entende apenas porque determinada ferramenta está em evidência.
Nem todo negócio precisa de um novo site. Nem toda empresa precisa investir imediatamente em anúncios.
Algumas precisam organizar o que já possuem. Outras necessitam melhorar sua comunicação, estruturar canais de atendimento, desenvolver uma loja virtual ou compreender melhor as oportunidades de venda.
Há também aquelas que precisam de orientação antes de assumir novos custos.
Por isso, o Método Betuel 360° organiza nossa abordagem em quatro etapas:
Diagnosticar → Organizar → Preparar → Acompanhar.
Primeiro, buscamos compreender a realidade do negócio. Depois, identificamos prioridades, organizamos possibilidades e avaliamos as ações mais adequadas ao momento da empresa.
Trabalho com uma equipe de profissionais e acompanho pessoalmente a direção dos projetos, porque considero importante preservar a coerência entre aquilo que foi compreendido, o que foi proposto e o que será entregue.
Não acredito em soluções universais.
Acredito em conhecimento, responsabilidade e estratégias construídas a partir de necessidades reais.
Também acredito que ferramentas digitais, automações e inteligência artificial podem contribuir para reduzir tarefas repetitivas e melhorar a organização, quando utilizadas com critério.
O objetivo não é substituir indiscriminadamente o trabalho humano.
É permitir que as pessoas dediquem mais atenção àquilo que exige sua experiência, criatividade e capacidade de decisão.
Se existe algo que minha trajetória me ensinou, é que uma empresa não funciona separada da vida de quem a construiu.
Por trás de cada negócio existe alguém com responsabilidades, expectativas, limites e sonhos.
Alguém que talvez queira crescer, mas também deseja acompanhar os filhos, cuidar da saúde, viajar, descansar ou simplesmente ter uma tarde livre.
Eu compreendo esse desejo porque ele também é meu.
É por isso que a Betuel Brasil tem um propósito tão ligado ao tempo.
Estratégia para crescer. Mais tempo para viver.
Ao olhar para minha trajetória, reconheço a importância das pessoas que fizeram parte dela.
Algumas estiveram presentes desde o início. Outras chegaram em momentos específicos, contribuíram de maneiras diferentes e deixaram lembranças que permanecem comigo.
A Deus, agradeço pela fé que me acompanha e pelo significado que minha espiritualidade possui em minha vida. Compartilho essa gratidão como uma expressão pessoal, com respeito às diferentes crenças.
À minha mãe, agradeço pela presença, pelos ensinamentos e, especialmente, por ter estado ao meu lado em momentos nos quais precisei de apoio para recomeçar.
Aos meus irmãos Israel, Raquel, Ruth e Cristiane, e ao Alex, agradeço por fazerem parte da minha história familiar. Ao Israel, também pelas conversas e reflexões que ampliaram minha maneira de pensar.
À Bia e ao Emerson, minha gratidão por fazerem parte da trajetória da Betuel.
Aos primeiros clientes, que confiaram no meu trabalho, agradeço pela oportunidade de aprender, criar e acompanhar a evolução de seus negócios.
À equipe da Betuel Brasil, agradeço pela dedicação e pelo conhecimento que tornam possível transformar ideias em projetos concretos.
Aos empresários que compartilham suas histórias comigo, obrigada pela confiança. Cada conversa reforça minha convicção de que o trabalho precisa começar pela compreensão das pessoas.
Existem pessoas que atravessam nossa história e deixam contribuições que o tempo não apaga. Algumas estiveram presentes quando ainda não existiam empresas, projetos ou certezas sobre o futuro.
A você, que esteve ao meu lado em um período decisivo e me ajudou quando eu mais precisava, deixo minha gratidão.
Há lugares que não precisam existir nos mapas para permanecerem vivos em nossas lembranças. E há uma certa Las Vegas que sempre terá seu lugar na minha história.
Talvez nem todos compreendam essa referência. E está tudo bem. Algumas lembranças não precisam de explicação para terem significado.
Obrigada por ter feito parte do caminho que, anos depois, também me conduziria à Betuel Brasil.
Minha filha, você ocupa um lugar que nenhuma outra conquista poderia ocupar.
Foi com você que aprendi a reconhecer a beleza de momentos que antes talvez passassem despercebidos. Você me ensinou sobre amor, presença e a importância de acompanhar a vida enquanto ela acontece.
Se hoje acredito que crescer profissionalmente precisa fazer sentido também fora do trabalho, é porque a maternidade transformou minha maneira de compreender o tempo.
Obrigada por ser parte tão importante da mulher que continuo me tornando.
Às vezes, imagino como seria encontrar a Rebeca de quinze anos.
A menina que começava a trabalhar no rádio, gostava de matemática e sonhava com tantas profissões.
Eu teria muitos conselhos para ela.
Diria que ouvisse mais sua mãe, que priorizasse os estudos e que não tivesse tanta pressa de encontrar nos relacionamentos as respostas que ainda precisava descobrir sobre si mesma.
Talvez tentasse poupá-la de algumas escolhas e dificuldades.
Mas então pensaria em tudo o que aconteceu depois.
Nos caminhos que percorri, nas pessoas que conheci e nas experiências que me trouxeram até aqui.
E pensaria em Gabriele.
Na primeira vez em que a segurei nos braços. Nas pequenas alegrias que dividimos. Na felicidade de acompanhar seu crescimento.
Eu perceberia que mudar o passado poderia significar não viver exatamente a história que me trouxe minha filha.
Então talvez guardasse meus conselhos por um instante.
Abraçaria aquela menina e diria:
“Não muda nada, Rebeca. Continua do mesmo jeito, porque daqui a alguns anos você terá a coisa mais linda do universo.”
Ela provavelmente não compreenderia.
Ainda.
Mas um dia entenderia que algumas conquistas não são medidas em dinheiro, reconhecimento ou títulos profissionais.
E que a vida pode nos ensinar a redefinir o que significa ter sucesso.
Hoje, continuo estudando, empreendendo e construindo novos projetos. Continuo acreditando na capacidade dos pequenos empresários e na importância de oferecer a eles conhecimento e direção.
Mas também quero continuar vivendo os momentos que dão sentido a tudo isso.
A Betuel Brasil nasceu da união entre minha experiência profissional e essa maneira de compreender a vida.
Esta é a minha história até aqui.
E, se você também está construindo um negócio, talvez exista algo que possamos conversar sobre a sua.
Sua empresa já tem uma história. Vamos descobrir como fortalecer os próximos capítulos.
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Betuel Brasil — Estratégia para crescer. Mais tempo para viver.
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Estratégia para crescer. Mais tempo para viver.
Quando eu era criança, não conseguia imaginar uma única profissão para o meu futuro. Queria ser engenheira agrônoma, geneticista, professora de matemática. Também sonhava com música, dança e os palcos que via na televisão. Era apaixonada por aprender e tinha uma curiosidade que parecia crescer a cada descoberta.
Naquela época, não sabia que acabaria trabalhando com comunicação, vendas, design, tecnologia e empreendedorismo. Muito menos que todas essas experiências, aparentemente tão diferentes, um dia se encontrariam na criação de uma empresa.
Minha infância também foi feita de lembranças simples. Uma das mais vivas é a de um pacote de bolachas Traquinas de chocolate e um copo de iogurte. Eu gostava de mergulhar as bolachas no iogurte antes de comer. Éramos quatro irmãos, e o pacote precisava ser dividido entre todos.
Hoje, essa lembrança me faz sorrir. Não por representar uma grande conquista, mas porque algumas das coisas que permanecem conosco são justamente aquelas que, no momento em que aconteceram, pareciam pequenas.
Talvez minha relação com o valor das coisas tenha começado ali. Muito antes de compreender preços, negócios ou investimentos, eu já descobria que uma experiência podia ser preciosa pelo que significava.
Eu ainda não conhecia os caminhos que percorreria. Mas aquela menina curiosa já carregava algo que me acompanha até hoje: a vontade de entender o mundo e descobrir o que poderia fazer nele.
Comecei a trabalhar aos quinze anos, em uma emissora de rádio.
Era um universo fascinante. Havia vozes, músicas, comerciais, anunciantes e uma movimentação constante de pessoas e ideias. Aprendi cedo que uma mensagem bem construída podia atravessar distâncias e alcançar alguém que nunca havíamos conhecido.
Por volta dos dezessete anos, passei a trabalhar com publicidade, merchandising e jingles. Era o tempo dos CDs, dos MDs e de uma comunicação que ainda dependia de muitos recursos físicos. Depois vieram novas tecnologias, novos formatos e novas maneiras de aproximar empresas e consumidores.
O rádio foi minha primeira grande escola profissional. A televisão e a área comercial ampliaram meu olhar. Com o tempo, encontrei no design gráfico outra forma de comunicar: não apenas pela voz ou pelas palavras, mas pelas imagens, pelas cores e pela maneira como uma informação era apresentada.
Estudei design gráfico, web design, consultoria digital e vendas. Aprendi a trabalhar com ferramentas como CorelDRAW e Photoshop, em uma época em que desenvolver materiais exigia processos muito diferentes dos atuais.
Uma experiência, em particular, permanece comigo.
Eu havia começado a trabalhar em uma gráfica em Santo André. Era jovem, recém-casada, pagava aluguel e precisava muito daquele emprego. Entre os clientes havia um padre que encomendava materiais impressos para sua comunidade religiosa.
Ele era extremamente exigente. Cada detalhe precisava estar correto, e eu ainda estava construindo minha experiência profissional. Em alguns dias, sabendo que ele chegaria para avaliar o trabalho, eu entrava no banheiro e chorava de medo de errar.
Mas voltava para minha mesa. Ouvia as orientações, corrigia o necessário e procurava melhorar.
Com o passar do tempo, aquele cliente tão exigente se tornou alguém com quem construí uma amizade.
Não foi uma transformação repentina. Foi uma relação desenvolvida entre revisões, conversas e aprendizado.
Hoje, percebo que aquela experiência me ensinou algo essencial: por trás de uma solicitação existe uma pessoa com expectativas, necessidades e uma maneira própria de enxergar aquilo que está construindo.
Essa compreensão atravessou minha carreira. A tecnologia evoluiu, os formatos mudaram, mas continuo acreditando que um bom trabalho começa quando aprendemos a ouvir.
Durante minha trajetória, não conheci as empresas apenas pela perspectiva de quem desenvolvia materiais ou vendia serviços.
Também me tornei empresária.
Atuei nos setores alimentício, gráfico e editorial. E descobri que administrar um negócio exige muito mais do que conhecer o produto ou acreditar em uma boa ideia.
Há fornecedores, pagamentos, funcionários, clientes, imprevistos e decisões que precisam ser tomadas mesmo quando estamos cansados. Existem dias em que tudo parece acontecer ao mesmo tempo, e outros em que o silêncio do movimento traz preocupações ainda maiores.
No setor alimentício, vivi períodos em que começava a trabalhar por volta das cinco da manhã. Cuidava de questões administrativas, acompanhava atividades e, muitas vezes, retornava para o encerramento do expediente.
As responsabilidades não terminavam quando eu chegava em casa. Havia documentos, contas, planejamento e tarefas que ocupavam noites e finais de semana.
A empresa também precisava ser divulgada.
Eu conhecia comunicação, sabia da importância de apresentar bem um negócio e procurei profissionais que pudessem ajudar. Mas os investimentos nem sempre cabiam no orçamento.
Então fiz aquilo que tantos pequenos empresários fazem: assumi mais uma função.
E depois outra.
Até perceber que, mesmo trabalhando muito, havia sempre alguma coisa esperando para ser resolvida.
Foi uma experiência importante porque me mostrou que conhecimento técnico, dedicação e disposição não eliminam as dificuldades de empreender.
Uma pessoa pode ser excelente naquilo que vende e ainda precisar de ajuda para organizar processos, comunicar seu valor ou planejar o crescimento.
Muitas vezes, o problema não é falta de capacidade. É o excesso de responsabilidades concentradas em uma única pessoa.
Conheci essa realidade antes de começar a ajudar outros empresários a enfrentá-la.
Por isso, quando alguém me conta que trabalha o dia inteiro e ainda sente que sua empresa não está avançando como gostaria, compreendo que existe uma história por trás daquela preocupação.
Não vejo apenas um possível projeto.
Vejo alguém tentando construir algo importante, frequentemente com recursos limitados e muitas responsabilidades.
Minha vida não foi uma sequência de decisões perfeitas.
Houve mudanças de direção, momentos difíceis e períodos em que precisei reconstruir caminhos que imaginava já estarem definidos.
Algumas experiências me ensinaram sobre negócios. Outras me fizeram olhar para minhas próprias escolhas e compreender que nem sempre conseguimos seguir adiante utilizando as mesmas respostas de antes.
Aprendi a importância de reconhecer limites, buscar apoio e permitir que o conhecimento também venha das experiências pessoais.
Em fevereiro de 2024, vivi um desses períodos de reconstrução. Minha mãe esteve ao meu lado, e sou profundamente grata pela ajuda que recebi.
Naquele momento, retomei um processo de cuidado e autoconhecimento que já havia sido importante em outras fases da minha vida.
Compreendi que amadurecer não significa nunca errar. Significa desenvolver a capacidade de reconhecer quando algo precisa mudar.
Essa percepção influenciou minha maneira de trabalhar.
Uma empresa também pode chegar a um momento em que insistir nas mesmas decisões deixa de fazer sentido. Às vezes, é necessário rever processos, reconsiderar investimentos ou admitir que determinado caminho já não atende às necessidades do negócio.
Não comparo a complexidade da vida pessoal à administração de uma empresa. Mas acredito que ambas exigem, em momentos diferentes, disposição para aprender e coragem para fazer escolhas mais conscientes.
Também aprendi que ninguém precisa conhecer todos os detalhes da nossa história para respeitar o caminho que percorremos.
Alguns capítulos permanecem reservados.
Outros se transformam em ensinamentos que podemos compartilhar.
E há aqueles que, mesmo difíceis, nos ajudam a reconhecer com mais clareza o tipo de vida que desejamos construir.
Durante muitos anos, associei realização à capacidade de trabalhar, aprender, conquistar e continuar avançando.
Até que Gabriele chegou.
Minha filha nasceu em 2019 e transformou profundamente minha maneira de compreender a vida.
Lembro-me do dia em que a conheci. Da emoção de recebê-la nos braços, de observá-la tão pequena e de perceber que, a partir daquele instante, existia alguém que mudaria minhas prioridades de uma maneira que eu ainda não conseguia imaginar.
A maternidade me apresentou alegrias que não cabem em uma descrição profissional.
A primeira vez em que a segurei. Os pequenos gestos. As descobertas. As conversas que surgem inesperadamente. A vontade de acompanhar cada fase de seu crescimento.
Até minhas lembranças mais simples ganharam outro significado.
Quando criança, eu dividia bolachas com meus irmãos. Antes de ser mãe, brincava que teria de aprender a compartilhar até meus alimentos favoritos. Hoje, oferecer um Danoninho ou um Yakult à minha filha pode ser uma pequena alegria do dia.
Não é sobre o alimento.
É sobre descobrir felicidade em cuidar.
Com Gabriele, comecei a perceber que não queria apenas garantir um futuro melhor para minha família. Queria participar desse futuro enquanto ele acontecia.
Queria acompanhar sua infância, sua vida escolar, suas descobertas e os momentos que não se repetem.
Foi então que uma pergunta passou a ocupar um lugar importante nas minhas decisões: de que adianta construir tantas coisas se não encontramos tempo para vivê-las?
Sempre gostei de trabalhar e aprender. Continuo gostando. Também amo andar a cavalo, passear de bicicleta, estar com minha família, cultivar minha espiritualidade e descobrir coisas novas.
Não queria abandonar minhas ambições profissionais.
Queria que elas coexistissem com a vida que considero valiosa.
O filme O Preço do Amanhã, em que o tempo assume o papel de moeda, também me trouxe reflexões sobre esse assunto.
Podemos perder dinheiro e, em muitas circunstâncias, voltar a conquistá-lo. Podemos mudar de trabalho, aprender outra profissão ou reconstruir um projeto.
Mas não podemos recuperar uma tarde que já passou.
O tempo possui uma característica que o torna diferente de qualquer outro recurso: uma vez vivido, não retorna.
Foi assim que uma convicção começou a ganhar forma.
Crescer não deveria significar perder a própria vida para o trabalho.
Essa ideia não nasceu de uma campanha publicitária. Nasceu da experiência de uma mulher que conheceu o excesso de responsabilidades e, depois de se tornar mãe, passou a desejar uma relação diferente entre trabalho e vida.
Anos depois, ela se tornaria a essência do posicionamento da Betuel Brasil.
A trajetória da Betuel tem suas referências iniciais em 2018, quando os materiais gráficos ainda ocupavam um espaço expressivo na comunicação de pequenos negócios.
Cartões de visita, panfletos, talões de pedidos, agendas e materiais personalizados faziam parte de muitos projetos.
Mas as necessidades dos empresários estavam mudando.
A presença digital se tornava cada vez mais importante. Redes sociais, sites, lojas virtuais, ferramentas de gestão e novos canais de venda ampliavam as possibilidades de alcançar consumidores.
Minha experiência em comunicação, design, vendas e empreendedorismo encontrou nesse movimento uma oportunidade de evolução.
Eu compreendia o valor da apresentação de uma marca, mas também conhecia os desafios de quem precisava vender, organizar processos e tomar decisões com poucos recursos.
Aos poucos, minha atuação passou a reunir diferentes conhecimentos em torno de uma pergunta: como ajudar uma empresa a compreender melhor suas necessidades antes de investir em novas soluções?
Queria construir algo com identidade própria.
E o nome precisava ter significado.
Sempre dei importância aos detalhes. Gosto de compreender a origem das coisas, as histórias por trás das escolhas e os sentidos que atribuímos a elas.
Foi durante a leitura do livro de Gênesis que encontrei uma referência especial: Betuel, apresentado na narrativa bíblica como pai de Rebeca.
Meu próprio nome estava ligado àquela passagem.
A referência despertou uma conexão pessoal com minhas raízes, minha espiritualidade e os valores que desejava levar para o trabalho.
A escolha não pretendia estabelecer uma identidade religiosa para os clientes da empresa. Era uma maneira de reconhecer uma parte importante da minha própria história.
O nome Brasil completou essa identidade.
Queria uma marca ligada às minhas origens e aberta à diversidade de empresários que constroem seus negócios pelo país, além dos brasileiros que empreendem no exterior.
A Betuel Brasil passou a representar, para mim, a união entre experiência profissional e propósito.
Não queria que fosse apenas uma empresa que oferecesse serviços digitais.
Queria que ajudasse empresários a compreender onde estão, quais caminhos fazem sentido e como utilizar melhor os recursos de que dispõem.
Hoje, a Betuel Brasil reúne estratégia digital, organização, comunicação, design, tecnologia e acompanhamento empresarial.
Nosso trabalho é direcionado especialmente a pequenos empresários, microempreendedores individuais, autônomos e profissionais que precisam construir ou aprimorar sua presença no mercado.
São pessoas que conhecem seus produtos e serviços, mas nem sempre dispõem de tempo, equipe ou conhecimento técnico para cuidar de todas as frentes do negócio.
Gosto de ensinar desde a época da escola. Quando um colega tinha dificuldade em compreender uma matéria, eu procurava uma maneira mais simples de explicar.
Essa característica permanece no meu trabalho.
Acredito que a tecnologia precisa ser compreensível e útil. Um empresário não deveria se sentir obrigado a contratar algo que não entende apenas porque determinada ferramenta está em evidência.
Nem todo negócio precisa de um novo site. Nem toda empresa precisa investir imediatamente em anúncios.
Algumas precisam organizar o que já possuem. Outras necessitam melhorar sua comunicação, estruturar canais de atendimento, desenvolver uma loja virtual ou compreender melhor as oportunidades de venda.
Há também aquelas que precisam de orientação antes de assumir novos custos.
Por isso, o Método Betuel 360° organiza nossa abordagem em quatro etapas:
Diagnosticar → Organizar → Preparar → Acompanhar.
Primeiro, buscamos compreender a realidade do negócio. Depois, identificamos prioridades, organizamos possibilidades e avaliamos as ações mais adequadas ao momento da empresa.
Trabalho com uma equipe de profissionais e acompanho pessoalmente a direção dos projetos, porque considero importante preservar a coerência entre aquilo que foi compreendido, o que foi proposto e o que será entregue.
Não acredito em soluções universais.
Acredito em conhecimento, responsabilidade e estratégias construídas a partir de necessidades reais.
Também acredito que ferramentas digitais, automações e inteligência artificial podem contribuir para reduzir tarefas repetitivas e melhorar a organização, quando utilizadas com critério.
O objetivo não é substituir indiscriminadamente o trabalho humano.
É permitir que as pessoas dediquem mais atenção àquilo que exige sua experiência, criatividade e capacidade de decisão.
Se existe algo que minha trajetória me ensinou, é que uma empresa não funciona separada da vida de quem a construiu.
Por trás de cada negócio existe alguém com responsabilidades, expectativas, limites e sonhos.
Alguém que talvez queira crescer, mas também deseja acompanhar os filhos, cuidar da saúde, viajar, descansar ou simplesmente ter uma tarde livre.
Eu compreendo esse desejo porque ele também é meu.
É por isso que a Betuel Brasil tem um propósito tão ligado ao tempo.
Estratégia para crescer. Mais tempo para viver.
Ao olhar para minha trajetória, reconheço a importância das pessoas que fizeram parte dela.
Algumas estiveram presentes desde o início. Outras chegaram em momentos específicos, contribuíram de maneiras diferentes e deixaram lembranças que permanecem comigo.
A Deus, agradeço pela fé que me acompanha e pelo significado que minha espiritualidade possui em minha vida. Compartilho essa gratidão como uma expressão pessoal, com respeito às diferentes crenças.
À minha mãe, agradeço pela presença, pelos ensinamentos e, especialmente, por ter estado ao meu lado em momentos nos quais precisei de apoio para recomeçar.
Aos meus irmãos Israel, Raquel, Ruth e Cristiane, e ao Alex, agradeço por fazerem parte da minha história familiar. Ao Israel, também pelas conversas e reflexões que ampliaram minha maneira de pensar.
À Bia e ao Emerson, minha gratidão por fazerem parte da trajetória da Betuel.
Aos primeiros clientes, que confiaram no meu trabalho, agradeço pela oportunidade de aprender, criar e acompanhar a evolução de seus negócios.
À equipe da Betuel Brasil, agradeço pela dedicação e pelo conhecimento que tornam possível transformar ideias em projetos concretos.
Aos empresários que compartilham suas histórias comigo, obrigada pela confiança. Cada conversa reforça minha convicção de que o trabalho precisa começar pela compreensão das pessoas.
Existem pessoas que atravessam nossa história e deixam contribuições que o tempo não apaga. Algumas estiveram presentes quando ainda não existiam empresas, projetos ou certezas sobre o futuro.
A você, que esteve ao meu lado em um período decisivo e me ajudou quando eu mais precisava, deixo minha gratidão.
Há lugares que não precisam existir nos mapas para permanecerem vivos em nossas lembranças. E há uma certa Las Vegas que sempre terá seu lugar na minha história.
Talvez nem todos compreendam essa referência. E está tudo bem. Algumas lembranças não precisam de explicação para terem significado.
Obrigada por ter feito parte do caminho que, anos depois, também me conduziria à Betuel Brasil.
Minha filha, você ocupa um lugar que nenhuma outra conquista poderia ocupar.
Foi com você que aprendi a reconhecer a beleza de momentos que antes talvez passassem despercebidos. Você me ensinou sobre amor, presença e a importância de acompanhar a vida enquanto ela acontece.
Se hoje acredito que crescer profissionalmente precisa fazer sentido também fora do trabalho, é porque a maternidade transformou minha maneira de compreender o tempo.
Obrigada por ser parte tão importante da mulher que continuo me tornando.
Às vezes, imagino como seria encontrar a Rebeca de quinze anos.
A menina que começava a trabalhar no rádio, gostava de matemática e sonhava com tantas profissões.
Eu teria muitos conselhos para ela.
Diria que ouvisse mais sua mãe, que priorizasse os estudos e que não tivesse tanta pressa de encontrar nos relacionamentos as respostas que ainda precisava descobrir sobre si mesma.
Talvez tentasse poupá-la de algumas escolhas e dificuldades.
Mas então pensaria em tudo o que aconteceu depois.
Nos caminhos que percorri, nas pessoas que conheci e nas experiências que me trouxeram até aqui.
E pensaria em Gabriele.
Na primeira vez em que a segurei nos braços. Nas pequenas alegrias que dividimos. Na felicidade de acompanhar seu crescimento.
Eu perceberia que mudar o passado poderia significar não viver exatamente a história que me trouxe minha filha.
Então talvez guardasse meus conselhos por um instante.
Abraçaria aquela menina e diria:
“Não muda nada, Rebeca. Continua do mesmo jeito, porque daqui a alguns anos você terá a coisa mais linda do universo.”
Ela provavelmente não compreenderia.
Ainda.
Mas um dia entenderia que algumas conquistas não são medidas em dinheiro, reconhecimento ou títulos profissionais.
E que a vida pode nos ensinar a redefinir o que significa ter sucesso.
Hoje, continuo estudando, empreendendo e construindo novos projetos. Continuo acreditando na capacidade dos pequenos empresários e na importância de oferecer a eles conhecimento e direção.
Mas também quero continuar vivendo os momentos que dão sentido a tudo isso.
A Betuel Brasil nasceu da união entre minha experiência profissional e essa maneira de compreender a vida.
Esta é a minha história até aqui.
E, se você também está construindo um negócio, talvez exista algo que possamos conversar sobre a sua.
Sua empresa já tem uma história. Vamos descobrir como fortalecer os próximos capítulos.
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